Hoje, é o dia de São Martinho.
Na nossa Biblioteca está uma exposição sobre esta personagem histórica e lendária.
Venham visitá-la e descobrirão as diferenças entre as nossas tradições e as tradições do Norte da França.
Poderão ver também as lanternas que a Julie, nossa assistente Comenius, fez.
Teremos muito gosto em vos receber!
2011-11-11
2011-11-02
Para saber mais:
O terramoto de 1755
http://www.youtube.com/watch?v=ksbfa4g7Qm0
http://www.youtube.com/watch?v=P0HvxKQhB1U&feature=related
Lisboa antes do terramoto de 1755
http://www.youtube.com/watch?v=4lh2EanKDQ0&feature=related
O terramoto de 1755
http://www.youtube.com/watch?v=ksbfa4g7Qm0
http://www.youtube.com/watch?v=P0HvxKQhB1U&feature=related
Lisboa antes do terramoto de 1755
http://www.youtube.com/watch?v=4lh2EanKDQ0&feature=related
Fez ontem anos....
O Terramoto que abalou Portugal, deixando Lisboa muito destroçada, ocorreu em 1 de novembro de 1755, fez, ontem, precisamente 256 anos.
Na nossa Biblioteca estão algumas imagens que retratam Lisboa antes e depois do terramaoto (antes da reconstrução pombalina).
Ainda hoje encontramos, em Lisboa, as marcas da intensidade do terramoto, nomeadamente, nas ruínas do Convento do Carmo.
Na nossa Biblioteca estão algumas imagens que retratam Lisboa antes e depois do terramaoto (antes da reconstrução pombalina).
Ainda hoje encontramos, em Lisboa, as marcas da intensidade do terramoto, nomeadamente, nas ruínas do Convento do Carmo.
2011-10-18
Novo romance de José Saramago, Claraboia
Acharão pelo título que há algo errado.
É verdade, José Saramago já faleceu, todavia, deixou alguns escritos por publicar e a sua família decidiu agora trazê-los ao conhecimento de todos.
Claraboia, romance escrito nos anos 1950 por José Saramago, chegou às livrariasde Portugal e do Brasil, nesta segunda-feira, 17 de outubro. O livro também está disponível em formato e-book.
Saramago enviou o livro à sua editora, quando terminou de escrevê-lo, na primeira semana de janeiro, de 1953, mas este nunca tinha sido publicado.
O romance andou perdido nos arquivos da editora até que foi encontrado nos anos 80.
No entanto, nessa altura, Saramago não autorizou a publicação do livro mas deu a opção aos seus herdeiros de o publicarem, após a sua morte.
Claraboia também está disponível para download, na livraria online da Leya, em www.mediabooks.com.
É verdade, José Saramago já faleceu, todavia, deixou alguns escritos por publicar e a sua família decidiu agora trazê-los ao conhecimento de todos.
Claraboia, romance escrito nos anos 1950 por José Saramago, chegou às livrariasde Portugal e do Brasil, nesta segunda-feira, 17 de outubro. O livro também está disponível em formato e-book.
Saramago enviou o livro à sua editora, quando terminou de escrevê-lo, na primeira semana de janeiro, de 1953, mas este nunca tinha sido publicado.
O romance andou perdido nos arquivos da editora até que foi encontrado nos anos 80.
No entanto, nessa altura, Saramago não autorizou a publicação do livro mas deu a opção aos seus herdeiros de o publicarem, após a sua morte.
Claraboia também está disponível para download, na livraria online da Leya, em www.mediabooks.com.
Poesia
VISTE O CAVALO VARADO A UMA VARANDA?
Viste o cavalo varado a uma varanda?
Era verde, azul e negro e sobretudo negro.
Sem assombro, vivo da cor, arco-íris quase.
E o aroma do estábulo penetrando a noite.
Do outro lado da margem ascendia outro astro
como uma lua nua ou como um sol suave
e o cavalo varado abria a noite inteira
ao aroma de Junho, aos cravos e aos dentes.
Uma língua de sabor para ficar na sombra
de todo um verão feliz e de uma sombra de água.
Viste o cavalo varado e toda a noite ouviste
o tambor do silêncio marcar a tua força
e tudo em ti jazia na noite do cavalo.
António Ramos Rosa, in Ciclo do Cavalo, 1975
Viste o cavalo varado a uma varanda?
Era verde, azul e negro e sobretudo negro.
Sem assombro, vivo da cor, arco-íris quase.
E o aroma do estábulo penetrando a noite.
Do outro lado da margem ascendia outro astro
como uma lua nua ou como um sol suave
e o cavalo varado abria a noite inteira
ao aroma de Junho, aos cravos e aos dentes.
Uma língua de sabor para ficar na sombra
de todo um verão feliz e de uma sombra de água.
Viste o cavalo varado e toda a noite ouviste
o tambor do silêncio marcar a tua força
e tudo em ti jazia na noite do cavalo.
António Ramos Rosa, in Ciclo do Cavalo, 1975
Poesia
A palavra
A palavra é uma estátua submersa,
um leopardo que estremece em escuros bosques,uma anémona sobre uma cabeleira.
Por vezes é uma estrela que projecta a sua sombra sobre um torso.
Ei-la sem destino no clamor da noite, cega e nua,mas vibrante de desejo como uma magnólia molhada.Rápida é a boca que apenas aflora os raios de uma outra luz.
Toco-lhe os subtis tornozelos,os cabelos ardentes e vejo uma água límpida numa concha marinha. É sempre um corpo amante e fugidio que canta num mar musical o sangue das vogais.
António Ramos Rosa, in Acordes(1989)
A palavra é uma estátua submersa,
um leopardo que estremece em escuros bosques,uma anémona sobre uma cabeleira.
Por vezes é uma estrela que projecta a sua sombra sobre um torso.
Ei-la sem destino no clamor da noite, cega e nua,mas vibrante de desejo como uma magnólia molhada.Rápida é a boca que apenas aflora os raios de uma outra luz.
Toco-lhe os subtis tornozelos,os cabelos ardentes e vejo uma água límpida numa concha marinha. É sempre um corpo amante e fugidio que canta num mar musical o sangue das vogais.
António Ramos Rosa, in Acordes(1989)
Aniversário do poeta António Ramos Rosa
Poeta e ensaísta português, natural de Faro, nasceu em 17 de outubro de 1924.
Quando a Segunda Guerra Mundial terminou, Ramos Rosa veio para Lisboa, depois de ter passado a juventude em Faro. Na capital, vivendo intensamente a vitória dos Aliados, trabalhou no comércio, atividade que abandonou rapidamente para se dedicar à poesia. Nos anos cinquenta, foi um dos diretores das revistas Árvore, Cassiopeia e Cadernos do Meio-Dia. Colaborou ainda com textos de crítica literária na Seara Nova e na Colóquio Letras, entre outras publicações periódicas. Como poeta, estreou-se na colectânea O Grito Claro (1958).
Ramos Rosa, também tradutor, escreveu dezenas de volumes de poesia, entre os quais Voz Inicial (1960), Sobre o Rosto da Terra (1961), Terrear (1964), A Constituição do Corpo (1969), A Pedra Nua (1972), Ciclo do Cavalo (1975), Incêndio dos Aspectos (1980), Volante Verde (1986, Grande Prémio de Poesia Inasset), Acordes (1989, Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores), Clamores (1992), Dezassete Poemas (1992), Lâmpadas Com Alguns Insectos (1993), O Teu Rosto (1994), O Navio da Matéria (1994), Três (1995), As Armas Imprecisas (1992, Delta, Pela Primeira Vez (1996) e A Mesa do Vento (1997, primeiramente editado em França), Pátria Soberana e Nova Ficção (2000). Entre os seus ensaios, contam-se Poesia, Liberdade Livre (1962), A Poesia Moderna e a Interrogação do Real (1979), Incisões Oblíquas (1987), A Parede Azul (1991) e As Palavras (2001).
Recebeu numerosos prémios nacionais e estrangeiros, entre os quais o Prémio Pessoa, em 1988. É geralmente tido como um dos grandes poetas portugueses contemporâneos. Para Ramos Rosa, escrever é, sempre, a necessidade de respirar as palavras e de às palavras fornecer o frémito do ser, os pulmões do sonho, e, com elas, criar a dádiva do poeta.
Em 2001, o poeta lançou Antologia Poética, com prefácio e selecção de Ana Paula Coutinho Mendes
Quando a Segunda Guerra Mundial terminou, Ramos Rosa veio para Lisboa, depois de ter passado a juventude em Faro. Na capital, vivendo intensamente a vitória dos Aliados, trabalhou no comércio, atividade que abandonou rapidamente para se dedicar à poesia. Nos anos cinquenta, foi um dos diretores das revistas Árvore, Cassiopeia e Cadernos do Meio-Dia. Colaborou ainda com textos de crítica literária na Seara Nova e na Colóquio Letras, entre outras publicações periódicas. Como poeta, estreou-se na colectânea O Grito Claro (1958).
Ramos Rosa, também tradutor, escreveu dezenas de volumes de poesia, entre os quais Voz Inicial (1960), Sobre o Rosto da Terra (1961), Terrear (1964), A Constituição do Corpo (1969), A Pedra Nua (1972), Ciclo do Cavalo (1975), Incêndio dos Aspectos (1980), Volante Verde (1986, Grande Prémio de Poesia Inasset), Acordes (1989, Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores), Clamores (1992), Dezassete Poemas (1992), Lâmpadas Com Alguns Insectos (1993), O Teu Rosto (1994), O Navio da Matéria (1994), Três (1995), As Armas Imprecisas (1992, Delta, Pela Primeira Vez (1996) e A Mesa do Vento (1997, primeiramente editado em França), Pátria Soberana e Nova Ficção (2000). Entre os seus ensaios, contam-se Poesia, Liberdade Livre (1962), A Poesia Moderna e a Interrogação do Real (1979), Incisões Oblíquas (1987), A Parede Azul (1991) e As Palavras (2001).
Recebeu numerosos prémios nacionais e estrangeiros, entre os quais o Prémio Pessoa, em 1988. É geralmente tido como um dos grandes poetas portugueses contemporâneos. Para Ramos Rosa, escrever é, sempre, a necessidade de respirar as palavras e de às palavras fornecer o frémito do ser, os pulmões do sonho, e, com elas, criar a dádiva do poeta.
Em 2001, o poeta lançou Antologia Poética, com prefácio e selecção de Ana Paula Coutinho Mendes
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